domingo, 29 de julho de 2007

Uma música para alegrar o domingo

Recordando a época das matinês e boates, quando tínhamos que arrumar CPF (então CIC) emprestado para poder entrar nas casas noturnas, vai uma música que traz boas recordações.

sábado, 28 de julho de 2007

Perseguição midiática


Afonso Vieira

Quem persegue os políticos? A mídia? É uma pergunta que levo à reflexão de todos. Já se tornou clichê dos representantes eleitos envolvidos em qualquer tipo de escândalo. Basta surgir um problema ou desvio de conduta, que automaticamente a culpa é imputada aos veículos de comunicação - que têm como missão divulgar fatos.

É público e notório que não existe imparcialidade jornalística, o próprio conceito de imparcialidade é de certa forma utópico. O que um veículo de comunicação tem que buscar é a pluralidade de idéias. As notícias devem se ater aos fatos, e as posições emitidas em colunas de opinião.

Proponho outra questão: haveria perseguição midiática se a “vítima” não se envolvesse em atitudes suspeitas? Digamos assim: uma pessoa sendo eleita ou nomeada para um cargo, é flagrada em conversas telefônicas fazendo acertos nebulosos para partilha de dinheiro; outra, por parentesco com alguém importante, é pega praticando tráfico de influência; a pensão de um filho fora do casamento de um cacique da política é paga por um lobista de uma grande empreiteira; o filho do presidente da nação vira - da noite para o dia - um milionário, sócio de uma empresa de fundo de quintal que recebe aporte de uma concessionária do serviço público; o sigilo bancário de um caseiro é violado por pressão de autoridades; pessoas do primeiro escalão, nomeadas e tidas como de confiança, cometem atos ao menos contestáveis; as filas e atrasos nos aeroportos viram rotina e nada de efeito surge para saná-las. Esses são apenas alguns exemplos. O que nossos representantes querem, que isso tudo fique escondido? O mínimo que se espera é apuração e que a sociedade seja informada.

O curioso é que os chorões de agora exaltavam os jornais e revistas outrora. Recordo-me muito bem de capas de semanários elogiando vários “perseguidos”. Alguns jornalistas que hoje são demonizados por certas militâncias, eram tidos e tratados até pejorativamente com o mesmo nome dos partidários de algumas agremiações políticas.

Será que um jornalista não pode mudar de opinião? É o mínimo que uma pessoa honesta pode fazer: assumir o erro e, por ser imprensa, não se omitir quanto aos fatos. A palavra valia quando elogiava, e agora - quando critica - não vale mais?

Os cidadãos, em contrapartida, devem buscar informações e se inteirar dos assuntos; de preferência ler mais de uma fonte, buscar o senso crítico e não se tornar o animal midiático – perfeitamente descrito no livro "Como ler jornais" de Janer Cristaldo.

Falta ao brasileiro aprender que fazer uma boa gestão é obrigação do político, e que todos os cidadãos têm o dever de cobrá-los. Fazer propaganda para alardear a construção de uma obra emergencial ou a reforma de qualquer escola, hospital e demais estabelecimentos sob a tutela do Estado, nada mais é que compra de votos disfarçada, como se os eleitos já não tivessem a incumbência de gerir a máquina pública.

Falta aos “astutos” hombridade de assumir responsabilidades, vergonha na cara em admitir erros e competência em nos representar. E à imprensa resta noticiar fatos, sem exageros e conclusões precipitadas; caso incorra em crime ou devaneios, a justiça está ai para proteger a quem de direito. Chorar e tergiversar só prova que a mídia não perseguiu e, sim, cumpriu seu dever de noticiar a verdade.

Ps. Pegue um texto de Arnaldo Jabor anterior a 2003, troque FHC por Lula, você se surpreenderá com o resultado.

*Publicado em O JORNAL, de 30 de julho de 2007.

**Publicado no Portal Grito http://www.portalgrito.com.br/arquivol/arquivol.php?id=51


sexta-feira, 27 de julho de 2007

Inauguração do contador do blog

Como não havia um contador, acabei de instalá-lo, vamos ver no que dá, sei que o ibope é baixo, mas vamos ver o tanto que realmente é hehehehe.

Abrindo uma cerveja para comemorar a inauguração.


quinta-feira, 26 de julho de 2007

A melhor frase que li neste dia que termina


A verdade alivia mais do que magoa. E estará sempre acima de qualquer falsidade como o óleo sobre a água.


(Miguel de Cervantes)

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Questão de opinião?

Afonso Vieira

Em recente artigo intitulado “Até quando?”, citei claramente a incompetência governamental em gerir diversos problemas que assolam o país, disse ainda: “Lula e sua equipe vivem de brindar números estatísticos com as melhoras alcançadas, mas se esquecem dos fatores que proporcionaram galgar esses degraus”. Para bom entendedor, sem amarras ideológicas e partidárias, meia palavra basta.

Vangloriar-se de números é fácil, difícil é mostrar as medidas deste governo que foram adotadas para que chegasse a eles. Como disse, o apagão gerencial é tão gritante, que o presidente do Banco Central deste governo é um político do partido de oposição PSDB – falta de gente qualificada para o cargo? Não sei - o fato é que ele continua lá, firme e forte dentro de sua ortodoxia de cumprimento de metas exatamente como seu antecessor. Quais foram as medidas estruturais aprovadas e implementadas por este governo e que resultaram em algum fruto?

O tão alardeado PAC, que pretende investir R$ 15 bilhões neste ano em obras de infra-estrutura, até 30 de abril tinha liberado apenas R$ 1 bilhão e isso utilizando metade de despesas que foram inscritas em restos a pagar.

Lembro que políticas de longo prazo demoram anos para surtirem efeitos, não se cria estabilidade econômica em 4 anos. Qual foi a reforma realizada na já combalida de deficitária previdência, na ultrapassada legislação trabalhista? Lembro que só o fato de existir a Lei de Responsabilidade Fiscal (ressalte-se que o PT votou e fez campanha contra), já temos uma melhoria na gestão administrativa, que influencia diretamente nos números galgados.

Quando se fala em privatizações – esse “monstro” – temos uma melhora em praticamente todos os setores, a lauda não me permite que poste muitos números, mas para breve exemplo cito a telefonia: Telefones fixos e celulares em uso - 1997 = 23 milhões - 2006 = 137 milhões; Preço da linha telefônica fixa (em U$) - 1997 = 4000 - 2006 = Zero; Empregos -1997 = 91000 - 2006 = 316500.

No desenrolar da atual crise aérea, temos o seguinte quadro: o número de passageiros cresceu 40% em relação a 2003 - mesmo após inúmeros alertas das autoridades sobre o risco iminente - o governo reduziu pela metade o investimento; em 2002 foram investidos R$ 823 milhões no sistema de segurança aérea, tendo caído para a média de R$ 458 milhões nos últimos anos.

Em relatório divulgado no início deste ano pela ONU, o Brasil está em penúltimo no ranking do crescimento entre os emergentes, para efeito de comparação temos a previsão de crescimento de nossos vizinhos: Argentina deve apresentar o melhor desempenho, com 6,1% de crescimento, ante 6% da Venezuela. Lembro ainda que a economia mundial vive um dos momentos de maior prosperidade da história, que gera automaticamente elevados investimentos nos países emergentes – entre eles o Brasil. Tem quem goste de basear por baixo, que se contente com esmolas ou se omite ante aos fatos, eu não.

Continuo dizendo, temos uma economia sólida, que cresce a passos de tartaruga e nada é feito com eficiência. Os setores da economia prosperam devido a excelentes administradores, com poucas ou nenhuma medida de incentivo adotada pelo governo. Lembro ainda que temos o terceiro maior custo investimento do mundo e uma das maiores cargas tributária. Utilizar-se de estatísticas, sem conhecer os processos para que se cheguem até os números, é populismo barato, é alardear frutos que não plantou. Gastou-se milhões em campanha publicitária sobre a auto-suficiência do petróleo, depois descobrimos que era mentira. Pois é, vivemos na terra da demagogia, de pouca ação e muita propaganda.

É o espetáculo do crescimento, pena que é de vítimas de acidentes aéreos.

*"Uma mentira muitas vezes repetidas, torna-se verdade" - Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler.

**Publicado em O JORNAL, 27 de julho de 2007.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Assassinem os políticos!

Afonso Vieira

Preparem suas foices, facas, revólveres, pedras, balaústres ou qualquer instrumento que possa ser utilizado como uma arma. Estou declarando aberta a campanha "Assassinem os Políticos".

Exatamente isso, leitor: conclamo a todas as pessoas de bem - que ainda possuem vergonha na cara e prezam pela ética e moral - a angariarem o maior número de adeptos para que levemos à execução da conspiração. Não se esqueça que você é um dos maiores culpados por eles estarem no poder; afinal, você de certa forma os elegeu.

Pegue todo seu ódio guardado; recorde-se das milhares de pessoas mortas todos os anos em decorrência do descaso das autoridades, daquele senhor morto na frente da câmera de tv em um estabelecimento de saúde; lembre-se que tem que trabalhar todos os dias por mais de trinta anos, ganhando um salário muitas vezes pífio e só depois conseguir se aposentar – isso sendo obrigado a ver verdadeiros néscios eleitos com uma mão na frente e outra atrás, que em poucos anos se tornam fenômenos das finanças pessoais; nutra suas forças com o escárnio; fixe-se em todas as pessoas prejudicadas pelas obras inacabadas, superfaturadas e inexistentes; não deixe de lembrar dos sanguessugas, mensalão, painel do congresso, anões do orçamento; e jamais se esqueça de que a conta de toda essa tragédia quem paga é você!

Comece a elaborar seu plano, estude as táticas que melhor encontrar para degolar o político. Prepare sua bomba caseira - se possível até atômica - vamos exterminar essa raça! Peça colaboração e até mesmo recrute cirurgiões para auxiliar na tarefa: ajuda nunca é demais. Estamos em uma guerra para tentar recuperar a moral de nossa política.

Você pode pensar “mas existem políticos bons e honestos”; sim, existem, mas são comuns como uma baleia azul. De sorte que você deve pensar como um militar frio e calculista que pretende vencer uma guerra: são baixas de combate – entram simplesmente nas estatísticas. Eximo automaticamente das conseqüências desta campanha o Senador Jefferson Peres, que do alto de sua honra - até o presente inatacável - já anunciou que vai se afastar do antro que se tornou nosso Senado.

Pense bem, escolha seu alvo, não se esqueça que vamos mirar todos os políticos da legislatura atual, sem exceção: do mais ridículo vereador ao supremo mandatário da nação.

Deixe de lado as paixões partidárias e ideológicas, o assunto é sério e visa o bem maior que é o país como um todo. Sei que é difícil para os doutrinados aceitarem a mudança, mas é só forçar um pouquinho e buscar o mínimo de inteligência que perceberá que essas mortes se fazem necessárias.

Busque todos os meios auxiliares possíveis: guilhotinas, trituradores, metralhadoras, tanques, aviões, helicópteros, fuzis e o que mais encontrar. Mire de forma que não erre - a precisão tem que ser cirúrgica; depois de mortos ainda temos que cremá-los e jogar suas cinzas ao mar, para que não reste a menor lembrança de seus feitos e atrocidades.

Todos preparados? Estão prontos? Vamos às vias de fato!

Municiem-se de seus títulos de eleitor na próxima eleição e não reelejam um único político, assassinem politicamente quem não merece seu voto. A renovação se faz necessária - pior do que está, garanto que não ficará.

Ps. Se depois de tudo isso ainda não houver solução ou melhora, releiam o texto, ignorem o último parágrafo e mãos à obra.

Publicado no Portal Grito http://www.portalgrito.com.br/arquivol/arquivol.php?id=50


sábado, 21 de julho de 2007

Até quando?


Afonso Vieira

Já disse inúmeras vezes que este país só irá se tornar uma nação respeitável e séria, quando tivermos um salto astronômico em nossa Educação. Mas chega ser revoltante e ofensivo à nossa inteligência, a forma com que são tratados os problemas nacionais. A cada dia que passa, a gritante incapacidade gerencial do presidente - reeleito com 61 % dos votos válidos – fica mais patente.

Não quero entrar nos méritos da culpabilidade do acidente aéreo ocorrido no último dia 17, não vem ao caso. Venho chamar à reflexão a completa inaptidão do “governante” e sua corja para administrar o que quer que seja. Senão vejamos:

Com exceção do ProUni, não há um único programa fruto deste governo que saiu do papel e tenha obtido resultados satisfatórios. Luiz Inácio da Silva possui um ego inflado e praticamente já se convenceu que é o representante divino que veio sanar todas a mazelas do Brasil. Lula e sua equipe vivem de brindar números estatísticos com as melhoras alcançadas, mas se esquecem dos fatores que proporcionaram galgar esses degraus. E isso é tão preocupante, que até mesmo pessoas que se dizem esclarecidas acreditam; mal sabem eles que quase a totalidade dos programas lulisticos são cópias pioradas de seu antecessor, sem méritos próprios.


Para se governar um país, o mínimo que se espera é preparo e tino de administrador; qualquer gestor - por mais medíocre que seja - tem por obrigação tomar atitudes quando os problemas lhes são postos. O supremo apedeuta (sim, tem horas que a paciência se esgota) até hoje não afastou nenhum ministro ou aliado nos casos de corrupção e incapacidade gerencial. Temos uma ameba como Ministro da Defesa, que nada sabe da pasta que ocupa, foi preciso acontecer catástrofes para que se cogitasse seu afastamento do cargo; pois já estamos na segunda e o líder dos analfabetos ainda busca uma “saída honrosa” para o amigo incapaz.

A Ministra “relaxa e goza” perdeu a reeleição pela incapacidade de administrar e, como prêmio pela inépcia ganhou um ministério; alguém sabe dizer qual o grande feito político de Marta Suplicy, além de ofender os usuários do setor aéreo? O único de relevância foi manter o sobrenome do marido traído.

O energúmeno Marco Aurélio Garcia demonstra seu real sentimento para com a última tragédia, ofendendo mais uma vez a memória dos que foram e a inteligência dos que ficam.
Alguém poderia me dizer qual a qualificação técnica que possui Milton Zuanazzi para presidir a Anac? Pelo visto seu currículo se resume a ser membro do Partido dos Trabalhadores (sic).

Até quando teremos que aturar incompetentes cuidando da gestão pública? Sem uma população esclarecida (Educação) - que vote no projeto de governo e não na esmola diária e política do pão e circo – infelizmente, não vemos luz no fim do túnel.

*Um administrador será sempre um governante, mas um governante nem sempre será um administrador.

**Publicado em O JORNAL, 23 de julho de 2007.

***Publicado no Portal Grito
http://www.portalgrito.com.br/arquivol/arquivol.php?id=49