quinta-feira, 29 de maio de 2008

Liberdade e suas versões

Afonso Vieira

Muito se ouve e fala sobre liberdade, sobre conquistas e fatos históricos, mas até onde há realidade e utopia nos discursos proferidos?

Em todos os discursos – tanto políticos como filosóficos - a exaltação à liberdade - seja individual, coletiva ou econômica - permeia as mentes dos pensadores. Mas, muitas vezes, há um abismo entre prática e teoria. Apesar de eu considerar “liberdade” um valor absoluto, acredito que seu conceito seja relativo à platéia destinada.

Na parte econômica temos grandes pensadores com diversos exemplos empíricos de sucesso, porém todos necessitam adequar o discurso para as conjunturas reais do ambiente proposto; e isso, muitas das vezes, tendo que ceder a uma idéia totalmente contrária ao seu raciocínio. O Nobel e economia Milton Friedman aplicou com sucesso suas teorias na economia chilena, ainda que o governo fosse um regime de exceção - forma de governo contrária a qualquer tipo de liberdade.

Na parte política temos discursos para todos os gostos; porém, são sempre discursos “adequados” e muitas vezes, falsos. Citando exemplos atuais, vemos ministros de Estado alardeando a ilusão de que lutaram pela democracia e liberdade na época do regime militar - alegação mentirosa e que vem sendo desmantelada a cada pesquisa mais profunda sobre o período. Lutavam, sim, para implantar outra forma de regime totalitário, a ditadura do proletariado, forma esta que foi responsável por milhões de mortos ao longo da história. Em contrapartida, militares deram o golpe que julgavam “preventivo”, com o compromisso de Castelo Branco em devolver o poder a um presidente civil; esse fato não ocorreu por diversos fatores, sendo um deles a paranóia da linha dura reforçada pelo surgimento de guerrilhas e atentados a bomba, ocasionando o fechamento do regime. Mais uma vez, perda de liberdade.

Na parte religiosa, creio que seja o ambiente mais espinhoso. Muitas igrejas, em caminho inverso ao desenvolvimento mundial, tendem a restringir comportamentos - emitem padrões de conduta que não têm mais espaço na realidade atual. Cito alguns exemplos: a proibição de televisores, a contrariedade a pesquisas em células-tronco, a proibição do uso de anticoncepcionais e preservativos, as diversas tentativas de impor seu pensamento aos demais credos. Liberdade de crença deve existir, assim como o direito da descrença. Da mesma forma que o Estado é laico, o que não quer dizer, ateu.

Eu, em minha utopia libertária, seria totalmente favorável a que o indivíduo decidisse o que é melhor para si, sem restrições dogmáticas, legais ou conservadoras. Mas é uma utopia, e como tal - sendo produto do meio que convivo - guardo para mim, procurando coerência, cumprimento de Leis, assumindo deveres e cobrando direitos.

Liberdade é respeitar o contraditório, aceitar as diferenças, mas não há ser livre sem responsabilidade, sem dever e primordialmente, tolerante das adversidades.

http://www.portalgrito.com.br/arquivol/arquivol.php?id=79

*Publicado em O JORNAL, 31 de maio de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A indignação que nos falta


Afonso Vieira

Quando foi a última vez que você procurou por seus direitos? Qual foi sua última atitude concreta visando corrigir falhas e abusos das instituições com as quais você convive? Você cobra do seu vereador, deputado ou senador por projetos e por suas atitudes? Quando foi a última conversa com seus filhos, visando instruí-los e alertá-los para os agouros da vida?

Muitos têm a mania de reclamar de tudo e de todos: de quem fura a fila, dos corruptos, dos abusos cometidos em repartições públicas ou mesmo privadas, mas, quando indagados sobre o que fizeram para melhorar isso, respondem negativamente, com desculpas tão ou mais esfarrapadas do que as dos assessores políticos.

Oras, vemos coisas absurdas acontecendo a nossa volta, defesas estúpidas de repórteres e jornalistas comprados, matérias tendenciosas praticamente diárias, e o que - além de comentar negativamente - você fez?

Pois é, pessoas de certas cidades e estados são extremamente bairristas, chegando ao cúmulo de defender figuras mais do que desmascaradas pela história, pelo simples fato de serem conterrâneos; ou ainda, não aceitam críticas a certos comportamentos e vícios locais que beiram a estupidez. Parece aquela mãe que vê o filho fazendo algo errado, não corrige e ainda discute com quem o faz.

Temos que parar de ser acomodados e tomar propósitos que efetivamente mudem a situação. Já que possuímos a memória curta, anotem em letras garrafais o nome do candidato em que pretende votar e respectivo endereço – lembrem-se que estamos em ano eleitoral -, para que possamos cobrá-lo constantemente; anotem o número do telefone da ouvidoria do seu banco, da repartição pública que freqüenta, ou das empresas com que transaciona; saiba o endereço do Ministério Público da sua cidade – pode ter certeza que ele é muito mais acessível do que você pensa; quando ligar em um call center, anote o nome do atendente e o protocolo de sua reclamação; procure ler jornais e revistas que dêem um parecer da vida e da sociedade, não leia apenas a parte do esporte, coluna social ou horóscopo; ligue para a redação do jornal da sua cidade, mande cartas! Chega de proselitismo e fanfarronices com a opinião pública! Falta-nos uma consciência política maior. Sugiro ainda que procure entender de política, pois é nela que nossas vidas são decididas.

Já está mais do que na hora do brasileiro dizer um basta para a apatia geral que tomou conta do país. Já nem mais nos espantamos com os escândalos políticos nacionais. Nossas empresas – que antes eram sinônimo de competência – começaram a decair em padrão de qualidade. Ligue no Procon, oriente-se de procedimentos a serem tomados quando do mau atendimento ou ilegalidades.

Garanto que se ao menos um terço da população mostrar indignação, buscar seus direitos e primar pelo cumprimento de seus deveres, teremos meio caminho andado para uma melhoria significativa nos padrões de nossa sociedade, o outro meio é por meio da consciência política, que infelizmente – e com os atuais representantes - ainda temos um caminho muito longo para seguir.

domingo, 9 de março de 2008

Retrato do atraso


Afonso Vieira

Há um certo tempo tenho me incomodado com algumas prestações de serviços, e vivenciado situações que demonstram a ineficiência de algumas instituições. Como o tempo anda escasso, somente agora pude parar e refletir sobre os fatos.

Na última sexta-feira, precisei pagar um IPTU atrasado de uma casa alugada, quando da minha surpresa ao utilizar o gerenciador financeiro, não consegui efetivar a transação, já que o código de barras não é aceito pela instituição financeira que trabalho. Liguei na Prefeitura, no setor de tributação para verificar o procedimento, fui informado que o pagamento só poderia ser feito no Banco Bradesco ou Caixa Econômica, já que algum “iluminado” não permitiu que o Banco do Brasil recebesse tais boletos, um retrocesso do ponto de vista gerencial e financeiro, diga-se de passagem. A contragosto, me desloquei à agência do Bradesco local, quando entrei fui direto na máquina que deveria imprimir as senhas, verificando o cumprimento da Lei Municipal 2.603/2006, de cara já percebi o que os bancos tornaram como regra o descumprimento da legislação, já que a máquina não emitia o comprovante. Para piorar a situação, quando chego no caixa, a conta não podia ser paga naquela agência, e ninguém soube me informar a resposta.

O que demonstra isto? Que a ineficiência burocrática fica patente, como é que um órgão público do nível de uma prefeitura emite um boleto que não pode ser utilizado em toda a rede bancária? Qualquer estabelecimento comercial emite carnês que podem se pagos por todo o sistema financeiro, isso é o mínimo que se espera, a informática é para facilitar e não complicar. Os bancos, os quais evito fisicamente, são outro exemplo de mau gerenciamento, nosso sistema bancário é tido como um dos melhores do mundo, no quesito informatização, e a meu ver, um dos piores na prestação de serviços ao consumidor. A Lei prevê que eles disponibilizem um atendimento de forma que não permaneçamos mais que 30 minutos na fila, o que é praticamente impossível em Tangará da Serra – Lei muito branda por sinal, já que em outras cidades que morei a tolerância varia entre 15 e 20 minutos.

Alguém já precisou de algum documento assinado pelo senhor Prefeito Municipal? Chega-se ao cúmulo de esperar por mais de 30 dias para uma única assinatura. Os contratos, convênios e termos aditivos devem ser renovados no início do ano financeiro, mas alguém mais inteligente que os demais, deu férias aos responsáveis pelos mesmos, justamente no mês de janeiro, resultado, quem tem algo a receber do executivo municipal, ficou mais um mês no prejuízo.

Justiça seja feita, há excelentes profissionais, tanto na Prefeitura como nos Bancos, mas o que fica explícito é que quem deveria ter conhecimento gerencial, saber conciliar os procedimentos burocráticos e adhocráticos, de forma que a qualidade seja alcançada, pouco ou nada entende de padrão de qualidade e busca pela excelência.

Infelizmente, está mais do que provado que os bancos visam única e exclusivamente lucros, que sem uma fiscalização rigorosa pelas autoridades, o descaso com o cliente continuará, eu, vou buscar meus direitos conforme prevê a Lei. Já no caso da Prefeitura, vemos que as pessoas que tomam decisões, nada mais são que filiados políticos, que a maior qualificação é a contribuição partidária e por último a profissional, infelizmente.

Eis apenas um desabafo de um cidadão, ciente de seus direitos e deveres, que como profissional, busca a qualidade, e não mais se calará ante a ineficiência e desfaçatez de qualquer instituição.

http://www.diariodaserra.inf.br/showtangara.asp?codigo=118609

sexta-feira, 7 de março de 2008

Dia Internacional da Mulher


Afonso Vieira

Dia 08 de março, convencionou-se que comemoraríamos o Dia Internacional da Mulher. Não sou muito partidário de criação de datas específicas para comemorar isto ou aquilo, dá a impressão que só lembramos da homenageada naquele momento. Conversas à parte, vamos ao que interessa, já que existem dias para as crianças, amigos, pais, mães e mais uma infinidade de entes, vou refletir sobre as mulheres de uma maneira geral.

O sexo não tão frágil, o lado feminino da natureza humana, é uma dádiva a ser preservada. Considero-me uma pessoa privilegiada no sentido da amizade, como o assunto em pauta é a mulher, vou por partes:

- Primeiro lembro da pessoa iluminada que me concedeu a vida, minha mãe, um lindo ser que me apoiou em tudo, de quem não preciso tecer muitas palavras para saber o quanto gosta de mim, que me entende perfeitamente, sem que eu tenha a necessidade de me pronunciar;

- Às irmãs, que entre conflitos e confraternizações, continuam trazendo muitas felicidades a cada dia;

- Aos amores, as quais não são muitas (ao menos quando defino o verbo amar na minha concepção da palavra), não tenho nada a dizer que as denigra, muito pelo contrário, só tenho a agradecer pelos momentos felizes que me proporcionaram no tempo que desfrutei de suas companhias, e digo que sempre terão um lugar especial dentro da minha mente, pessoas que tenho o maior apreço e que desejo tudo de bom e do melhor;

- Às amigas, minhas irmãs que adotei na vida, que me entendem como ninguém, que me toleram nas madrugadas frias, ao telefone ou pessoalmente, que me agüentam e me conhecem como poucos. Para aquelas que conheci quando ainda era novo, ainda criando juízo, ou as que vi crescerem e se tornarem belas mulheres, ou ainda, as que conheci nas baladas da vida, que entre em um porre ou outro, tornaram-se imprescindíveis para meu convívio;

- Por último, e não menos importante, minhas amigas virtuais, pessoas que conheci na tela do computador, que se tornaram seres importantes no meu dia-a-dia. Apesar de muitas vezes não nos conhecermos pessoalmente, o laço de afeto é gritante, a paridade de idéias e o sentimento curioso de afeição extrapolam a lógica do contato físico.

Para todas as citadas acima, meu profundo agradecimento, pelas amizades, pelos momentos felizes que me proporcionaram e que ainda irão proporcionar. Que tenhamos muitas coisas boas para comemorarmos na vida, que nossa amizade continue. Que a data sirva para a reflexão da importância que o ser feminino é, pois nós homens, não viveríamos sem a sua companhia, que por mais bestas que certas piadinhas infames são, elas não refletem o real sentimento do homem com relação à mulher. De nada adiantaria um bom homem, se por trás não existisse uma grande mulher, são certos clichês que merecem ser ditos e propagados constantemente, a mulher só tem a acrescentar na vida terrena. Felizes os homens bem acompanhados, e neste quesito, tenho certeza que estou muito bem servido, agradeço à vida pelo privilégio de possuir tantas mulheres maravilhosas no meu círculo de amizades.

Parabéns a todos os seres lindos denominados mulher.


sábado, 16 de fevereiro de 2008

Contagem regressiva


Contagem regressiva para o show do Iron Maiden no Parque Antártica em São Paulo, de quebra encontro da comunidade DMM e rever grandes amigos.

Uma música para celebrar


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Iniciando o ano de 2008


Afonso Vieira

No jargão popular, quando diz-se que o Brasil só funciona e inicia suas atividades após o Carnaval, nada mais é do que a triste constatação da realidade. É realmente curioso que isso venha à tona todas as vezes que me pego a pensar sobre nossos costumes.

Conversando com um amigo - que é profissional liberal - ouvi dele que um cliente teve a pachorra de dizer que não lhe pagaria um serviço à vista pelo fato de que viajaria para a praia. Triste inversão de valores. A realidade é que muitos - ouso arriscar, a maioria - dos brasileiros já condicionaram suas vidas aos feriados e festas nacionais. O índice de inadimplência em alguns setores, nos meses de dezembro e janeiro, sempre são alarmantes. Para confirmar isso, basta perguntar para qualquer cobrador ou empresário que trabalhe com vendas a prazo.

Em que pese a diversão e o dinheiro que alguns Estados e Municípios arrecadam com o turismo nessa época, o Carnaval não é feriado. O “jeitinho” brasileiro assim o convencionou. Nada contra quem goste da festa, diversão é bom e devemos aproveitar as oportunidades. Mas fica a questão, o que estaríamos comemorando? A falência das instituições, os índices medíocres na educação, as endemias que voltam a nos assombrar, a farra com dinheiro público nos cartões corporativos, ou a corrupção reinante? A lista é extensa. Para um país que tem pretensão de se tornar potência, alguns conceitos devem ser revistos.

Perdoem-me a generalização, mas somos acomodados por natureza, nossa cultura assim nos fez; nosso Congresso representa exatamente o que somos: um bando de patetas onde os que possuem qualidades são a exceção à regra.

O que dizer de um país que, quando dizemos a verdade, somos criticados por a proferir? Quando a imprensa aponta os erros, é taxada de diversos termos pejorativos. Quando um jornalista diz besteira, não possui a hombridade de se desculpar e assumir sua incapacidade de emitir opinião sobre o que desconhece.

Justiça seja feita, temos evoluído em vários aspectos, mas o que não devemos é nos acomodar e deixar de enxergar e reconhecer que poderíamos estar muito melhor, pois andamos a passos de tartaruga.

Lembrem-se: estamos em ano eleitoral; a quantidade de estultices, despautérios e alianças espúrias atingirão níveis estratosféricos. Uma coisa é certa, com os atuais representantes e pretensos candidatos que possuímos, não vejo grandes esperanças de melhora para o atual quadro. O que podemos fazer é lutar primeiramente por nós; não esperem - nem devem - grande coisa do Estado. Que bom seria se o ano brasileiro realmente se iniciasse em primeiro de janeiro, garanto que já seria um grande passo para melhorar a atual situação. O exemplo deveria partir de nossos líderes - como não é o caso, ao menos façamos a nossa parte. Triste, mas real - mãos à obra!

Ps. É curioso, mas este texto é uma simples adaptação do que escrevi há um ano sobre o mesmo assunto, e ainda assim continua extremamente atual.

Imagem Fúlvio Pennacchi - Volta do trabalho

*Publicado em O JORNAL de 08.02.2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Inteligência emocional, pró atividade e outras considerações


Afonso Vieira

Há algum tempo, em uma viagem a Cuiabá, me deparei com uma linda garota lendo o livro Inteligência Emocional. Rapidamente me lembrei dos idos de 1997, quando adquiri o livro do PhD Daniel Goleman para maior conhecimento do que era “a bola da vez”. A par disso, no inicio das atividades de trabalho no corrente ano, fizemos uma reunião na empresa em que presto serviços e me deparei com o conceito Pró Atividade - uma das “febres” recentes das teorias administrativas.
Ambos os conceitos, a grosso modo, são sinônimos, já que nada mais são que o óbvio ululante do que se espera de um bom administrador ou colaborador – outro termo da moda - ou seja, é chover no molhado.
Via de regra as teorias administrativas tendem a estudar a aplicabilidade de modelos de gestão, de atividades, de modo a maximizar resultados - tanto para a empresa como para seus recursos humanos e parceiros comerciais. Os estudos proporcionam critérios que devem servir para melhora no desempenho e na qualidade do serviço/produto.
Isto exposto, chamo a atenção para a seguinte questão: o que mudou nos modelos de qualidade e eficiência? Tirando a terminologia conceitual, os princípios são os mesmos. Teóricos tendem a criar nomenclaturas novas para o que já existe desde o Big Bang. Está mais do que certo buscar o aprimoramento constante - a mudança contínua é o único valor administrativo absoluto - mas o que é de se estranhar é que surgem livros e termos novos a cada dia, quando vamos estudá-los e aplicá-los, verificamos que não há nada de novo, que são meras adaptações de procedimentos já existentes.
Teóricos administrativos ao menos tergiversam sobre coisas aplicáveis; tente, então, dar uma lida em teorias econômicas, filosóficas e sociológicas - haja paciência e estômago. Diversas teses aparecem, pululam livros e doutrinas - das mais belas até as estapafúrdias - que não resistem ao menor sinal de emprego.
Dentro de um contexto organizacional, hão de ser levadas em consideração todas as variantes possíveis, e todos os meios e recursos envolvidos. Não há nada que supere a praticidade, não existe resultado sem aplicabilidade. Professores e escritores vivem de estudar e ler, atingem um grau de conhecimento altíssimo; porém, muitas vezes se esquecem do mais importante, que é a ação concretizada.
Estamos caminhando constantemente para a melhoria nas condições de trabalho e grandes empresas já possuem setores específicos para gerenciamento da qualidade; isso tudo é elogiável e tende a impulsionar a níveis cada vez mais satisfatórios; mas, às vezes, penso que as fontes de consulta para uma nova rotina deveriam partir primeiramente do empirismo – senão de uma profunda análise que avalie todas as variantes - para posterior passagem ao papel.
Enquanto insistirmos em ser redundantes, deixando de lado o resultado real, prefiro pensar na garota do início do texto.

Publicado em O Jornal, 21.01.2008