quinta-feira, 22 de abril de 2010

Comprometimento


Afonso Vieira

Havia, há não muito tempo, uma propaganda muito boa que tratava sobre o comprometimento. Essa palavra que ainda é pouco utilizada por nós, brasileiros, deveria ter maior enfoque, mais destaque.

Eu sempre costumo criticar muito quem procura culpado pelo próprio fracasso, e essa aberração que já se tornou cultural. É um ranço propagado por professores, sindicalistas, sociólogos e muitos dos ideólogos do atraso. Oras, se não se possui responsabilidade, se não se assume nenhum compromisso a contento, quem é a verdadeira causa do infortúnio?

Em uma aula recente, levei um texto de um consultor do Sebrae de SP, onde ele elencava motivos para o sucesso e crescimento de pequenas empresas, bem como as qualidades necessárias aos novos colaboradores do empreendimento. Mas o que tenho percebido no meio que me cerca, é que são pouquíssimos os profissionais que realmente merecem a alcunha de competente, e era exatamente essa ótica que tentava transmitir aos meus instruendos, haja vista a falta de empenho de alguns dos futuros especialistas.

Em seu último livro, O verdadeiro poder, Vincente Falconi trata sobre o conceito de espírito de excelência, que seria algo como pensar como o dono. Alguns néscios dirão que se trata de puxassaquismo; em suas visões limítrofes, o fazer bem feito, com ética, responsabilidade e qualidade nada mais é que mera bajulação. Outros, incompetentes por natureza, procurarão um amparo legal em nossa arcaica legislação para se encostar, prejudicando o bom andamento do serviço. Uma minoria crescerá junto com sua organização e conquistará o seu lugar ao sol.

Oras, estamos repletos de exemplos de professores que não querem ministrar aulas, bancários que nem querem aparecer nos bancos, servidores públicos que preferem ficar em casa – considerável parcela dos citados até agora se encontra, ou na política ou no meio sindical. Já imaginou um militar que não vai ao quartel, um médico que se nega ao exercício da medicina ou padre que não reza a missa? Nesse ranço ideológico/da vagabundagem, estamos criando verdadeiros parasitas, morais e oficiosos.

Generalizando, não temos compromisso nenhum com o trabalho propriamente dito, entenda-se como o exercício da função, nas melhores condições e padrão de excelência. A mentira virou mote, inclusive dentro dos mais altos escalões da República.

Em um bairrismo chinfrim, normalmente os nativos detentores de estereótipos, imediatamente rechaçam qualquer observação que considerem ofensiva. Se não reconhecermos nossas limitações, jamais poderemos adotar uma ação corretiva. Já tive a oportunidade de morar em diversos estados, e pude constatar in loco que muitos dos preconceitos têm razão de existir, infelizmente.

Só elevaremos o padrão da sociedade do conhecimento, se houver a conscientização de que devemos provar que somos capazes.

O compromisso assumido deve ser cumprido, obrigatoriamente! Horários, regras e padrões, idem. Devemos sempre somar, jamais subtrair. Se fizermos a lição de casa, com certeza colheremos frutos, poderemos andar de cabeça erguida e colocá-la no travesseiro, calmamente. Mas, isto é, primeiramente, algo completamente individual e gradativo, de dentro para fora. Afinal homo homini lupus!

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/comprometimento/44348/

http://www.campogrande.news.com.br/canais/debates/view.php?id=5207

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O lamaçal da imprensa


Afonso Vieira

Sempre fui extremamente crítico, em praticamente tudo. Sempre desconfiei, afinal: de omnibus dubitandum – uma alusão a Descartes. Gosto da imprensa, entendo seu papel e não caio na conversa mole da imparcialidade/isenção, isso é utopia!

Leio blogueiros que fingem ser idôneos, tão logo passo o escantilhão com mais cuidado, verifico que o discurso é e sempre foi oportunista e interesseiro. Os maus profissionais, mentem, deturpam informações e induzem o leitor ao erro.

Os estimados jornalistas do meio acadêmico – entenda-se meio esquerdista – sempre foram os que mais exaltaram a suposta isenção. Azenha e Nassif notabilizaram-se nos últimos anos em defender o atual governo, e como resultado foram brindados com programas milionários na estatal TV Brasil. Alguns irão dizer “ah, mas ganharam a concorrência”; somente um biltre acredita que a legislação é infalível, ou ainda, no suposto “notório saber”, como se houvesse uma aferição idônea quanto a isso.

Franklin Martins ameaçou processar o colunista – que não é jornalista – Diogo Mainardi em abril de 2006. Em sua coluna o articulista o acusava de tráfico de influência junto ao governo para nomeação de parentes, tempos mais tarde Martins também foi nomeado, agora para ministro de Estado.

Bom, os fatos acima demonstram claramente que há algo de podre no reino.

Não é preciso ter diploma de jornalista para escrever com propriedade, muito menos para investigar sobre um assunto, ouvir o contraditório e produzir um texto embasado e próximo ao que é real.

Em 07 de abril deste ano, a revista Veja publicou na coluna Radar, de Lauro Jardim, uma nota sobre a promoção do General Gonçalves Dias. Eu, sendo filho de militar e tido a oportunidade de servir por praticamente 9 anos como oficial da força, fui ao site e critiquei a notícia, alertei ainda ao escriba sobre a inexistência de fatos que denigram o ato, comentário que teve apoio de outros participantes daquele sítio.

Na última segunda, novamente o ”jornalista” ataca a concessão de uma medalha ao soldado. Fui até lá e o critiquei novamente, para minha surpresa meu comentário foi editado, restando apenas a parte que elogiava o general. Oras, a maior revista do país, manter no ar uma coluna com um “profissional” que nem averigua suas fontes antes de postar diatribes, e pior, mesmo alertado, insiste no erro! Para exemplificar: precisei de poucos segundos para descobrir que o militar em epígrafe havia sido promovido juntamente com os demais integrantes da sua turma de formação (1975), que era um oficial com diversos cursos combatentes, incluindo nossas Forças Especiais.

O que demonstra tudo que escrevi acima? Demonstra que estamos muito mal representados na dita grande imprensa, que não há, na prática, a tão alardeada imparcialidade e isenção. A imensa maioria dança conforme a música, ou melhor, o bolso do patrão.

Particularmente, prefiro pessoas com personalidade, que emitem e sustentam suas próprias opiniões e que tomam partido. São raros, mas ainda os encontramos. Mas reportagens devem estar amparadas em fatos e critérios objetivos que busquem a realidade – coisa que Lauro Jardim deve desconhecer por completo. No afã de criticar Lula e seu corrupto governo, o articulista distorceu fatos, não verificou fontes e induziu o leitor ao pensamento incorreto, tudo que deve ser criticado e menosprezado em alguém que se pretenda ético.

Fico extremamente preocupado com o rumo de nossa mídia; de um lado os que trabalham a soldo – bancados pelo erário -, de outro, desqualificados sem o mínimo compromisso com o público leitor. É, vamos mal, muito mal . . .

Ps. Alguém pode indagar por que não citei Paulo Henrique Amorim, esclareço: só considero jornalista quem consiga construir um texto articulado em parágrafos.

http://www.campogrande.news.com.br/canais/debates/view.php?id=5187

http://www.24horasnews.com.br/evc/index.php?mat=3179

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sobre glória e maturidade


Afonso Vieira

Às vezes me deparo com situações que me levam a grande reflexão, dependendo da situação, pode vir a ser até filosófica. Enquanto zapeio jornais e revistas, observo as conversas do dia a dia, fico imaginando se há limites para a imaginação humana.

Há uma frase de Schopenhauer que me chamou bastante atenção: é na velhice, quando todas as fruições e alegrias esmorecem, como as árvores no inverno, que a árvore da glória verdeja do modo mais oportuno, como uma autêntica vegetação de inverno.

No que diz respeito à assertiva acima, substituo em meu pensamento somente o termo velhice pelo da maturidade, já que boa parcela dos idosos não alcançou e provavelmente não alcançará o cume do que almejam. Como o filósofo discorre sobre a glória em consequencia da idade – neste caso, mental e não física -, fico a imaginar o que vem a ser o júbilo de uma vida.

Há tempos mudei meu jeito de ser e de pensar, creio que o termo correto seja: evoluí. Hoje pouquíssimas coisas me chocam, mas muitas ainda me emocionam, ainda que momentaneamente. É da natureza do meu ser a busca pelo aprimoramento constante. Aprendi a enxergar cada vez mais os próprios defeitos e a trabalhar de forma a diminuí-los ou extirpá-los. Existem muitas coisas de que me arrependo e faço votos constantes de não mais incorrer nos mesmos erros.

Vejo profissionais, dentre os mais variados ramos, que ao invés de melhorarem, pioram ainda mais. Aprendi, ainda jovem, que a fé cega é um dos piores fatores para a evolução da personalidade, talvez daí decorra a angústia e infelicidade de considerável parcela da população politicamente/socialmente ativa.

A fé, seja em que dogma for - de forma absolutista e imaculada - tapa visões e leva ao pensamento uno. O que é contrário a qualquer filosofia que vise a evolução do senso crítico e abertura de idéias.

Como ainda engatinhamos como nação crítica e que sabe interpretar corretamente o meio que nos cerca, vejo que a cada eleição o debate – que deveria ser animador – só tem decaído dentre o que seria um padrão aceitável, em todas as esferas do poder e classes sociais.

No quesito pessoal, temos um monte de enganadores de si próprios. Sim, há muita gente se iludindo diariamente, tentando ser quem não é. Alguns resumem sua existência ao amor conjugal, sua busca única e exclusiva é a pessoa amada, mesmo que isso signifique passar por cima de todos os limites do bom senso. Outros enxergam sua glória basicamente no poder monetário, também atropelando a tudo e a todos para satisfazer sua ambição. Há também os que insistem em acreditar em utopias, no personalismo e existência de um sistema perfeito, mesmo que tudo indique o contrário; estes são os incorrigíveis, sua glória se resume em tentar ad infinitum impor seu pensamento, por vezes, de forma autoritária. Por fim, chegamos aos acomodados, que desejam que o mundo acabe em barranco para se encostarem, esses não possuem a menor perspectiva de vida, sua aspiração se resume ao ócio completo e improdutivo.

Oras, é tão difícil aceitar as coisas como elas são, ou buscar aquilo que nos é possível e saber aproveitar as oportunidades? Ter ambição não é ruim, pelo contrário, é saudável, o problema vem quando isso vira obsessão. Não deveria haver dificuldade em aceitar viver apaixonado por uma doce garotinha, mas saber que isso é apenas platonismo, ou ainda, enxergar que o mundo atual não dá brechas para sistemas perfeitos – mesmo porque eles inexistem! -, que vivemos em constante evolução e a glória só está reservada aos que entendem isto. Não nos é proibido sonhar, mas temos que manter os pés no chão. Nosso padrão de sociedade nos obriga ao trabalho, e essa ótica provavelmente nunca mudará – para nossa sorte.

A glória só virá com a maturidade, para alguns isso significa dinheiro, para outros amor, em certos casos seria a consolidação de uma sociedade perfeita; outros jamais saberão sequer o verdadeiro sentido do termo. Mas, para alguns parcos libertários, ela se resume única e exclusivamente a uma bela paz interior.

http://www.folhadedourados.com.br/view.php?cod=52505

terça-feira, 30 de março de 2010

Órfãos de pai e mãe


Afonso Vieira

Mais uma vez nos deparamos com um ano eleitoral. Mais uma vez iremos escolher um candidato que irá nos guiar por quatro anos. Infelizmente, mais uma vez estaremos votando no “menos pior”. Será possível que ninguém realmente competente e probo se interesse pela política?

Não adianta tentar tapar o sol com a peneira, de ser cego e querer vislumbrar qualidade onde ela inexiste. Estamos muito mal representados em praticamente todas as esferas do poder, salvo raríssimas exceções. Já participei de acalorados debates sobre a obrigatoriedade do voto e o ato de anulá-lo. Não houve, até o presente, nada que me convença em votar em quem eu não nutra a menor simpatia, nem mesmo o suposto bolivarianismo do Brasil.

Seguindo as tendências atuais, teremos como os mais prováveis candidatos num segundo turno, a ministra Dilma Rousseff e o governador José Serra, ambos candidatos de centro-esquerda, frise-se! Não há nenhum candidato dos maiores partidos que seja de direita ou que defenda valores apregoados pela economia de mercado e visão liberal, nenhum!

Muitos petistas, cegos por natureza, querem propagandear que o PSDB é um partido “neoliberal” – seja lá que signifique isso -, mas é fato que os claros do tucanato não passam de marxistas moderados, facção que era contrária à luta armada por ocasião do regime militar.

No Brasil temos uma verdadeira lavagem cerebral em curso, e isso vem ocorrendo desde os mais tenros bancos escolares. Basta se verificar que estão obrigando o ensino da sociologia ainda no ensino médio, em detrimento de outras matérias comprovadamente importantes. Oras, não é necessário ser nenhum gênio para perceber que a doutrinação está vindo a todo vapor.

Eu, e muitos dos amigos e colegas com que tenho maior afinidade, podemos ser classificados como “porcos capitalistas”; talvez, porque defendemos o Estado Democrático e de Direito, as liberdades individuais, o direito de propriedade, o trabalho como mola propulsora da sociedade, lucros e resultados efetivos dentro das organizações, o império da Lei, ainda que discorde dela.

É de bom alvitre ressaltar, que a maior parte dos críticos da meritocracia, são frustrados profissionalmente, que não deram certo como engrenagem de um sistema que exige a competência como regra. Políticas assistencialistas e ações afirmativas deveriam ser de caráter emergencial e estritamente focadas em nichos específicos, não como moeda eleitoral, criando uma nova versão do voto de cabresto.

Continuamos órfãos, ainda que contrários a muita coisa imposta pelo Estado, respeitamos a Constituição. Vamos nos sobressaindo dentro de um sistema sufocante, com impostos abusivos e burocracia capenga; ao utilizarmos padrões gerenciais de ponta, conseguimos resultados satisfatórios, ainda que tenhamos toda uma estrutura contrária à maximização de lucros.

O “satã” das esquerdas, nada mais é o que proporciona que elas mesmas sobrevivam hipocritamente demonizando o capital, que gera desenvolvimento e possibilita melhora na qualidade de vida da população.

Para finalizar, aos que insistem na tese do “menos pior”, vou utilizar de um exemplo esdrúxulo, mas que é bastante pertinente: suponha que temos em segundo turno como candidatos, Luiz Fernando da Costa e Marcos Willians Herbas Camacho, em quem você votaria?

Ps. Para os de parca memória, trata-se de Fernandinho Beira-Mar e o Marcola, líderes do Comando Vermelho e do PCC, respectivamente.

http://www.campogrande.news.com.br/canais/debates/view.php?id=5156

terça-feira, 9 de março de 2010

Entre vampiros e lobos


Afonso Vieira

Não, este texto nada tem a ver com a saga juvenil Crepúsculo. Refletindo recentemente sobre uns procedimentos descritos nas teorias administrativas, deparei-me com uma contradição dentro do meu ser: alguém ávido por trabalho, porém, apaixonado pela vida boêmia, pelos prazeres da noite. Às vezes fica difícil conciliar.

Sempre gostei de sair dando voltas a esmo pelas cidades que morei. Por vezes solitário, noutras com amigos. Por ser um tanto conservador nas atitudes, após muito circular acabava sempre pelos mesmos bares e arredores, raramente mudando de nicho. Sou o tipo de cliente fiel.

Os prazeres da noite são envolventes, muito atraentes, todo o jogo de sedução que o ambiente de um bar produz, remete-nos aos mais variados desfechos. Às vezes, trabalhar no dia seguinte chegava a ser extremamente penoso, não pela produtividade em si, mas até “pegar no tranco” demorava um pouco.

Dependendo da cidade, a prática de andar como um lobo solitário ficava comprometida, haja vista as opções proporcionadas. Nesses momentos de ócio noturno eu aproveitava para colocar as leituras em dia.

Dourados não oferece muito que se fazer para pessoas com meu gosto, mas tenho conseguido me divertir à contento. Em alguns dias, pego um livro, sento-me no bar e peço uma cerveja, isto feito me delicio com meus pensadores favoritos. Campo Grande já me agrada mais, tendo mais opções e proporcionando ambientes mais palatáveis, das cidades que conheci e morei, ela está no topo daquilo que enxergo como custo beneficio na qualidade de vida, ao menos para alguém com meu nível de exigência.

Hoje, para não comprometer o rendimento profissional, e sabendo que o organismo não aguenta mais os exageros da juventude, tenho equacionado meu tempo de forma a conseguir me divertir, sempre com o olho no relógio e outro no prazer encontrado. Sempre avaliando o “preço” da noitada.

É gratificante saborear a noite, às vezes escorado no balcão de um boteco, ora ouvindo uma música, ora tergiversando mentalmente por lugares inimagináveis.

Gosto da solidão, da liberdade, mas em certos casos, também faz falta uma companhia agradável – mas isso pode ser apenas consequência do momento. Numa análise mais profunda, libertários sempre penderão para a individualidade - salvo raríssimas exceções.

Ontem estava lembrando do “velho safado” Bukowski, e suas citações irônicas, não há como pensar em boemia e deixar o autor passar em branco.

Seja em locais de reputação estimada, seja em botecos fedorentos, bares tenebrosos ou elitizados, o verdadeiro boêmio se importa muito mais com a qualidade da bebida, do clima que lhe é proporcionado. De que adianta ar condicionado, belas mulheres se o atendimento é deprimente, a cerveja quente e música chinfrim? Em muitas situações, o bar do seu Zé da esquina é melhor destino do que a boate do playboy da vez.

Lobos e vampiros da noite preferem perambular, divagar e observar. Louvar a lua, a intimidade ou a coletividade, é mera consequência do estado de espírito do momento. Pouco importa se é a modinha da vez ou o cafofo da dona Maria. Importa é a satisfação pessoal, única e intransferível.

http://www.campogrande.news.com.br/canais/debates/view.php?id=5115

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Cultura do atraso


Afonso Vieira

O que move as nações, organizações e indivíduos, que nos possibilita galgar um patamar mais elevado na pirâmide social? O que é a aspiração de todas as pessoas que se pretendem progredir na vida? A resposta é algo um tanto óbvio, estamos falando do Capital, que é gerado através dos lucros ou resultados positivos. Mesmo que boa parcela da população não seja tão ambiciosa, é inegável que todos – incluam-se governos, empresas e pessoas - buscam uma melhora na própria situação.

Ainda assim, lemos e ouvimos diariamente uma infinidade de textos e opiniões de pseudo intelectuais criticando e até mesmo condenando esse ser “malvado”. Parece ser crime ser bem sucedido hoje em dia, dizer que quer maximizar resultados, auferindo lucros ainda maiores, é praticamente uma heresia! Mesmo que isso seja a regra geral dentro das instituições.

É curioso que esses mesmos críticos, são os primeiros a se esbaldar com tudo que o dinheiro lhes permite quando conseguem um pouco de poder. São os mais corruptíveis; literalmente se lambuzam!

A miopia é tamanha, que não conseguem enxergar que o progresso, pasmem, gera progresso! Os melhores salários, que possibilitam a tão almejada qualidade de vida, são pagos pelos “malfeitores” latifundiários, banqueiros, multinacionais, etc. Se esquecem que é justamente o investimento dessa classe que tira/tirou milhares de pessoas da miséria absoluta – vide o casa da China.

Em nome de uma suposta justiça social, de corrigir (sic) injustiças históricas, pretendem cometer os mesmos erros do passado, punindo a quarta ou quinta geração de pessoas cujo único delito foi ter nascido em berço de ouro, ou ter herdado um patrimônio.

Fazendo uma análise da carreira de muitos dos retrógrados de plantão, verificamos que, normalmente, não foram muito bem sucedidos no mercado de trabalho. Muitos são meros pelegos, que no frigir dos ovos arrumaram um cargo público cabidão. Não veem que a culpa pelos seus fracassos, está, na maior parte das vezes, neles mesmos.

Às vezes me sinto envergonhado por fazer parte de uma classe, que deveria ser modelo - a dos professores- e enxergar que grande parcela não gosta muito do batente, nem preparam o conteúdo das próprias disciplinas, no menor vacilo, optam por uma escora política qualquer.

O culto ao atraso é tamanho, que até os ídolos desses beócios, são o que há de mais deprimente em nossa história. Dentro desse “mundo melhor possível”, insistem em suas verdades relativas, ou meias verdades. Cultuam a inveja, maldizendo tudo o que deveria ser passível de elogios.

Deveríamos cultuar o trabalho, a correta aplicação dos recursos humanos e materiais, buscando resultados efetivos e concretos. Exemplos de bom senso e probidade deveriam ser nosso norte. Se a organização na qual prestamos serviço progride, consequentemente seguiremos o mesmo rumo. Ao menos esta é a tendência atual e natural das coisas. Erros ainda ocorrem, mas a seleção natural tem conseguido corrigir a maior parte dos gargalos.

Pena que, em nome das “boas intenções”, escondem-se as mais nefastas, retrógradas e autoritárias intenções.

"O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade." – Voltaire

http://www.campogrande.news.com.br/canais/debates/view.php?id=5079

http://www.douradosagora.com.br/not-view.php?not_id=275704

http://www.douradosnews.com.br/leitura.php?id=3417

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Insuportável personalidade


Afonso Vieira

Dentro do exercício diário de convivência, muito aprendemos no respeito ao círculo social que nos cerca. Aprendemos a ser tolerantes, a aceitar divergências e, muitas das vezes, a ter sabedoria para evitar maiores transtornos. Mas como humanos que somos, uma hora precisamos desabafar, explodir!

É carnaval, o “maior espetáculo da terra”, como reza a propaganda. Esta semana fui bombardeado diariamente pelas versões que inundam o Brasil de norte ao sul. No rito matinal de me preparar para o trabalho, assisto jornal no intuito de colher informações. Foi duro ver um suposto desafio de ritmos entre nossos conterrâneos mais famosos, que vão do frevo, passando pelo axé e entre outros, indo até o samba. O estopim foi ver o Neguinho da Beija Flor, com um refrão torpe e irritante, será que já não bastava o tal do Rebolation? Sim, estou sendo chato e intolerante! Ao menos reconheço minha antipatia.

Em nossa autocrítica sempre buscamos ver nossos defeitos e corrigi-los, mas com o tempo acabamos por se tornar intragáveis, às vezes arrogantes ou mesmo, indiferentes. Quanto mais lemos e buscamos evoluir espiritualmente, passamos a nos tornar mais reservados, é algo curioso, dizia Schopenhauer: E também nos tornaremos cada vez mais indiferentes quando alcançarmos um conhecimento suficiente da superficialidade e da futilidade dos pensamentos, da limitação dos conceitos, da pequenez dos sentimentos, da absurdez das opiniões e do número de erros na maioria das cabeças.

Têm dias que nem deveríamos sair de casa, a rabugice toma conta do ser. Chegamos a emitir opiniões fortes e, até mesmo, ofensivas aos demais, o melhor caminho é se evadir dos locais que nos atormentam. Nem a cerveja consegue “descer redondo”.

Como já citei música, vou comentar sobre outro estilo. Sempre desconfiei da qualidade das músicas que fazem sucesso com os ditos intelectuais. Considerável parte dos fãs, não passa de neobobos querendo se firmar em seu meio - beócios com pouca ou nenhuma personalidade. Desculpem-me, mas o tal de samba rock é algo sem harmonia musical, e os “cantores” que ouvi, desafinados ao extremo. Eis a nova modinha dos “pseudos”.

Lembrei-me agora do personagem Saraiva, o comediante sem a menor tolerância. Existem situações que adoraríamos ver comentários como os dele na vida real, tamanha a imbecilidade que nos é posta.

Para sorte, nossa e dos demais, conseguimos ser comedidos; desabafos como este, só saem quando já estamos completamente calmos e dentro de nossas faculdades normais. Nosso “dia de fúria” está muito longe de chegar às vias de fato. Ou não . . .

http://www.douradosinforma.com.br/noticia.php?id_noticia=99681

http://www.noticiadahora.com.br/verNoticias.asp?NotID=15669