domingo, 15 de março de 2015

Sobre o 15 de março de 2015

Ok, fomos para as ruas no dia 15 de março de 2015, data histórica! Jamais haveria essa oportunidade se não houvesse a democracia. Jamais o termo liberdade de expressão foi tão exaltado, mesmo com muita “gente” querendo cercear um direito legítimo do povo.

Vai mudar algo? Não sabemos ainda, mas é fato inconteste que isso mexeu com o brio dos atuais “donos do poder”. Milhões de pessoas inconformadas e mesmo assim, nenhuma briga, nenhum incidente sério, nenhuma vidraça quebrada. Isso demonstra o exercício da cidadania, feito dentro da Lei e da ordem, exercício de civilidade.

Nós, apartidários, honestos e que temos um ideal em comum: um país livre de corrupção (mesmo que seja utopia), fizemos nossa parte. Pode não dar em nada? Talvez, mas o governo esperou até o último momento para se posicionar, torcia para o fracasso que foi sua defesa do dia 13; para seu desespero, foi um sucesso total em todos os locais onde houve manifestação.
A polícia, tanto criticada pelas pessoas de índole duvidosa, foi aplaudida diversas vezes. As instituições são maiores que a minha ou sua opinião, e assim devem permanecer.

Aqui, em Lajeado, o movimento foi tão bem organizado que ao passar próximo do hospital, seus idealizadores pediam para não gritarem, não se exaltarem pois o local merecia o devido respeito. Ato prontamente atendido pelos milhares de manifestantes.

Meus caros, chamar a insatisfação com o governo de golpismo, é o atestado de imbecilidade. Particularmente, sou contra o impeachment, pois entendo que isso seria a pior medida para a nossa credibilidade institucional. Mas, em momento algum, isso é golpe! É mero exercício de cidadania!

Contestar seus governantes, cobrar pelas suas promessas, erros e acertos, deveria ser algo natural e um dever cívico. Achar que está acima da Lei, defender corruptos e bandidos é algo detestável e digno de desprezo.

Independente de ideologia, hoje foi um dia ímpar e lindo de se ver: pessoas com as camisetas verdes e amarelas, com a Bandeira do Brasil, unidas pela insatisfação com a corrupção generalizada que se tornou nosso país.

O problema não é o PT, nem o PSDB, é quem vota sem ter noção alguma de política e economia, é quem não tem vergonha na cara de se corromper por migalhas ou que põe ideologia acima dos direitos individuais.


Ainda existem pessoas incorruptíveis? Sim, talvez, ou é utópico, mas só sei que fui criado para crer que minha hombridade não tem preço! E pretendo mantê-la a qualquer custo.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Uma reflexão libertária


Algumas vezes, pessoas vêm me perguntar sobre a definição de libertário, ou ainda observo que sempre atribuem esse termo meramente a questões políticas e econômicas. Enfim, é um conceito que para muitos pode ser simplório, mas é complexo e diz mais respeito a questão de foro íntimo do que meras formalidades ou achismos.

Creio que um libertário preza primeiramente pelas liberdades individuais, tanto a sua como a de outrem. É aquele contrassenso do respeito e direito de cada um, um termina onde começa o do próximo. Em segundo, um libertário jamais pode possuir dogmas e paradigmas que não possam ser revistos, aprimorados e até mesmo mudados.

É possível atingir sua paz interior sem nenhum dogma, sem nenhum amparo espiritual/religioso? Sim, e alguém que ama a liberdade de forma suprema entende perfeitamente disso – liberdade talvez seja o único valor absoluto - contrassenso de novo, ainda que suas definições sejam relativas em certas partes para cada um. Buscamos nossas necessidades dentro de nossa mente, conseguimos nos suprir e entender nossas qualidades e defeitos e sobre isso refletimos e encontramos as devidas soluções.

Há outra atitude que é primordial: o respeito com quem pensa diferente. Impor sua opinião - a quem quer que seja -, não vale a pena e não é comum em pessoas livres. Pode-se discutir, divergir e argumentar, mas o mundo civilizado e que desejamos, sempre vai ser oriundo do equilíbrio. Devemos fugir de extremos, mas ainda assim, eles também devem existir para fazer o peso e o contrapeso da balança. Para ilustrar: nunca consegui ter um grande amigo de quem não discordasse ao menos um pouco, muito menos que não tenha discutido ferrenhamente sobre um determinado assunto, nem por isso a fraternidade diminui, talvez até aumente pela situação.

Estamos falando aqui de questões filosóficas e de natureza íntima, são teses que nem sempre podem ser aplicadas em todos os locais, mas quem atinge certa maturidade consegue entender e se adaptar. Por exemplo, liberdade individual não se aplica dentro de organizações hierarquizadas, por questões obvias de disciplina e de funcionamento. Talvez ainda chegaremos lá, mas ainda precisamos evoluir muito para isso.

Dentro da ótica econômica e política da coisa, existem muitos que leem este ou aquele pensador e já se autodenominam seguidor. Não funciona assim! Pode-se ler quem quer que seja, e continuar sendo enganado ou com a visão completamente deturpada! Liberdade e ideologia cega são excludentes.


“A liberdade, ao fim e ao cabo, não é senão a capacidade de viver com as consequências das próprias decisões” – James Mullen

sábado, 13 de dezembro de 2014

O joio e o trigo

Diz o dito popular para sempre separar o joio do trigo, seguindo esta ótica, é sempre bom deixar claras nossas posições, sejam elas políticas, ideológicas ou sociais.

A relativização da corrupção em nosso país chegou a um patamar ímpar, talvez nunca antes alcançado. Pessoas que supostamente são cidadãos de bem, defendem abertamente corruptos condenados pela justiça, desvios bilionários, práticas condenáveis e outras coisas mais.

O que aconteceu com a autoestima, aquele imperativo categórico que nossos pais nos ensinaram ao longo dos anos? Sumiu, escafedeu-se! Deu lugar àquilo que sempre condenávamos, que menosprezávamos.

Defino-me como um libertário no sentido pleno da palavra, isso quer dizer que não possuo uma ideologia utópica, que não sou de forma alguma um conservador, que tento sempre evoluir e estar aberto a novas teorias e rotinas. Não possuo dogmas! Mas devido a minha criação e aos valores em que fui criado, algumas coisas são absolutas, entre elas aquilo que acho certo e errado. Talvez seja um contrassenso, mas é algo que não tenho como mudar e muito menos ter vergonha, pelo contrário.

Quando o ex-senador Demóstenes Torres – por quem eu nutria forte simpatia - foi denunciado, fui um dos primeiros a condenar sua postura e seus atos. Jamais relativizei seus ilícitos e comparei com improbidades de seus pares, sempre defendi que deveria ser punido de acordo com a Lei! E o que ocorre com os defensores do atual governo que se dizem probos? São, no mínimo, maus-caracteres! Já citei em um texto antigo que cheguei a ser chamado de petista na gestão de FHC, simplesmente por cutucar a ferida e bater sempre nos atos condenáveis feitos naquela administração.

Senhores, não somos iguais! Somente alguém desprovido de massa encefálica, de valor moral, de vergonha na cara, é que defende bandido! Lugar de bandido é na cadeia! Uma pena que isso se tornou algo utópico neste país. O aparelhamento das instituições, que já era ruim, tornou-se algo absurdo. É praticamente impossível crer que algum órgão governamental mereça ser taxado como correto e honesto, tudo está ruindo.

Nunca fui politicamente correto, abomino essa patrulha, mas os pingos devem estar nos “is”. Começo a rever meus conceitos de amizade, não sei até que ponto devemos suportar quem coaduna com marginais, e é fato que quando se é conivente com a pilantragem, é meio caminho andado para se tornar como tal.

Triste, mas real!


Ps. Privatizem a Petrobrás logo, pelo bem da nação!

domingo, 19 de outubro de 2014

O rock como instrumento social

O rock é algo libertário, crítico, rebelde e autêntico. Não se propõe a ser comercial, não é banal, é seletivo, porém universal. Consegue ser ao mesmo tempo: triste e alegre; individual e coletivo; revolucionário e reacionário; utópico e cético; sempre é forte e impositivo. Poesia maldita, que embriaga e entorpece nós, boêmios errantes, ermitões modernos. Como diz a canção eternizada por Bon Scott: it’s a long way to the top if you wanna rock and roll*.
Seguindo a ótica da minha frase acima, um grupo de amigos que coadunam com os mesmos gostos musicais, que se encontram sempre no mesmo bar para jogar conversa fora, beber uma cerveja gelada e que pensa em fazer algo mais além do seu ofício do ganha pão, resolveu criar o Clube do Rock do Vale do Taquari. Entidade sem fins lucrativos e principalmente: apolítica e apartidária. 
Há pelo menos cinco meses nos reunimos às quartas feiras de noite para traçar metas e objetivos com intuito de desenvolver o rock para a região do Vale. De concreto já finalizamos o estatuto social e demos entrada no CNPJ, fizemos alguns pequenos eventos beneficentes e temos boas ideias que gostaríamos de compartilhar com o público. 
Fizemos uma campanha para arrecadar brinquedos para o dia das crianças, foi um grande sucesso e contou com apoio de grandes empresas locais. Na sexta, dia 10 de outubro de 2014, entregamos brinquedos para o Projeto Saber Viver, da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, onde são assistidas aproximadamente 60 crianças carentes. No sábado, 11 de outubro de 2014, entregamos os brinquedos na Instituição Trezentos de Gideon. Não sou de me emocionar facilmente, mas a gratificação em ver a alegria das crianças, compensou todo o esforço. O nome da campanha foi “Quem traz brinquedos leva sorrisos”, e posso afirmar, levamos muito mais do que apenas sorrisos. No dia 18 de dezembro de 2014 entregamos novamente brinquedos nessas duas instituições, já como resultado de outra campanha realizada em parceria com a Radio Univates FM: “Seja um papai noel de respeito”. 
Nosso foco agora é fazer projetos para divulgar bandas de rock do Vale, sempre tentando alardear seus trabalhos e até mesmo contribuir financeiramente, na forma de parte da bilheteria para suas apresentações. Para esse fim estamos disponibilizando o palco de nossa sede uma quinta por mês para o evento “Quinta eu voo”. Metade dos ingressos são entregues antecipadamente à banda, sua arrecadação fica como seu cachê. 
Desde os primórdios da criação da ONG, um dos projetos que pretendemos buscar parcerias público-privadas, é o de proporcionar aulas de música para crianças carentes. Mas isso ainda vai levar um tempo, pois depende de algumas burocracias que ainda estão pendentes. 
Enfim, apresento-lhes formalmente nosso foco e objetivo, como uma instituição que pretende ser a mais séria e transparente possível, que quer quebrar estereótipos e paradigmas. Mas que vai continuar vestindo camisetas pretas, ouvindo música estridente, barulhenta, puro metal! Pregando a liberdade para todos, acima de tudo! 
Keep on rockin' in the free world**
* É um longo caminho até o topo, se você quer o rock’n roll (AC DC)
** Continue agitando em um mundo livre (Neil Young)

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Desespero eleitoral

O desespero petista é algo fenomenal. Cara, será que tudo isso é medo de perder seu carguinho público? A quantidade de mentiras escritas, supervalorização de conquistas que nem são méritos do PT, ou ao menos não são exclusivos. A falta de conhecimento histórico, de economia e de gestão é algo gritante. Analisam tudo sem o menor embasamento racional, alardeiam números, na maioria manipulados e ficam nesse chororô de Estado babá.
Sem as medidas impopulares, mas necessárias, feitas nos anos 90, jamais Lula teria conseguido ampliar nenhum dos programas sociais atuais ou teria dinheiro para investir em alguns setores da economia. Aliás, se avaliarmos friamente, ele praticamente só colheu frutos de uma política macroeconômica iniciada vários anos antes de assumir o Planalto. Mente quando diz que pagou a dívida externa, esconde que explodiu a dívida interna, e por ai vai.
Ganhando Aécio ou Dilma, eu continuarei trabalhando. Para minha pessoa, pouca coisa vai mudar de concreto, já que gosto do meu trabalho e isso já é um diferencial, e ao contrário desse bando de encostados, se precisar eu trabalho sábado e domingo e produzo algo de concreto para a sociedade, que é fazer com que o setor produtivo cresça. Ainda sou do pensamento do Reagan: o melhor programa social é o emprego!
Sou profissional com um pensamento liberal, nenhum dos candidatos me representam a contento, votarei no Aécio por acreditar ser o "menos pior", e convenhamos, se for comparar o tucano com a Dilma, ele dá de lavada no quesito gestor. A "gerentona" se demonstrou um completo fracasso.
Para quem não sabe, o desemprego está ai novamente. Somente aqui no RS, no mês passado a indústria demitiu mais de 6.000 trabalhadores. O setor automobilístico também está demitindo. Se, conforme palavras da própria Dilma, 56 milhões de brasileiros ganham o Bolsa Família, há algo muito errado com a taxa de desemprego, assim como a tal da nova classe média. Basta comparar os números para que se possa ter direito ao beneficio social, 1 em cada 4 brasileiros recebem a bolsa. Novamente, não fecha!
Ultimamente tenho dedicado um pouco do meu tempo vago a uma ONG, e a gratificação do nosso primeiro evento social que fizemos valeu cada minuto do esforço. E não ganhamos nenhum centavo para isso, foi única e exclusivamente por satisfação pessoal. E nosso projeto só tende a aumentar.
Portanto, para você que anda desesperado por causa do PT ou do PSDB, faça algo de mais produtivo, vá se qualificar e trabalhar. Mas vá fazer algo que realmente seja produtivo, porque pelego, sindicalista e professor frustrado já encheu.
Enfim, é minha opinião pessoal. Há muita coisa a ser debatida pela sociedade, mas jamais deve ser feita com a cabeça quente e no desespero. Tentar ganhar no grito é coisa de desesperado, de incompetente e retardado.
O pior é que ninguém nem sabe como é que estão os números da campanha ainda, até agora não saiu nenhuma pesquisa realmente séria, se é que elas existem.
Saudações!

domingo, 23 de junho de 2013

Tolerância, relativismo e hipocrisia

As recentes revoltas em todo o nosso país, além do chacoalho geral que já provocou, serviu também para mostrar o quão intolerante, relativista e hipócrita pode ser o ser humano. Teoricamente, todos que são nossos amigos nas redes sociais, também o são na vida real, ou nos adicionaram por já ter lido nossas discussões, conhecer e coadunar com nossas ideias.

O fato de uma pessoa ser de esquerda ou direita - seja lá o entendimento de cada um nessas definições –, não vai fazer com que deixemos de ser amigos, de termos relações cordiais e nem vai nos colocar em uma batalha campal cheia de agressões.

Enquanto todos falam em democracia, uma parte parece desconhecer o real significado da palavra. O que mais observei foi gente excluindo o perfil de fulano ou beltrano, pelo simples fato de não concordar com a visão do cidadão. Ressalte-se que essa atitude não teve uma vertente ideológica específica, presenciei isso tanto com esquerdistas (?) como com direitistas (?). Penso que se estivessem frete a frente, chegariam a entrar em luta corporal.

O perfil de uma pessoa no ambiente virtual é público até certo ponto, podemos restringir o acesso a informações e ignorar pedidos de amizades. Se eu não gosto de uma pessoa e ela não faz parte do meu círculo de amizade, posso bloqueá-la e ficar livre de suas posições.

Posso afirmar, sem medo de errar, que dentre meus amigos virtuais – conheço quase todos pessoalmente –, eu tenho opinião completamente diferente da maioria sobre as manifestações, e estou num lado ideológico oposto. E, por mais que isso nos coloque como adversários de ideias, jamais diminuirá nosso apreço, jamais influenciará em nossas amizades.

O exercício da tolerância vem de berço, radicais não conseguem enxergar que – na maioria das vezes – eles mesmos são tudo o que criticam e condenam.

Há uma frase famosa, erroneamente atribuída ao filósofo Voltaire, que não me canso de repetir:

“Desaprovo o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-lo” – Evely Hall, na obra Os amigos de Voltaire.


Civilidade e respeito às Leis não é somente propagar seus conceitos, é dar o exemplo todos os dias, cumprindo e defendendo as normas de um Estado, Democrático e de Direito. Ao menos ele ainda o é, e espero que continue . . .

domingo, 16 de junho de 2013

Indignação seletiva?

Há menos de um ano terminava um dos julgamentos históricos do Brasil, a cúpula do governo petista e seus asseclas era condenada pelos mais variados crimes. Os réus até hoje estão soltos, e pelo andar da carruagem, nenhum ficará sequer um dia na cadeia. O atual Presidente do Senado e seu antecessor já foram denunciados várias vezes por esquemas duvidosos, como sempre tudo acabou em pizza. Resumo da ópera: não houve passeata de milhares, não houve gritaria, não houve quebradeira. A indignação estava atrás dos televisores e computadores, confortavelmente nos sofás de nossas casas.

Há muito tempo todos reclamamos da passividade do brasileiro, do seu conformismo. As poucas vezes que fomos para as ruas, fomos massa de manobra, ou alguém se esquece dos caras pintadas (que incluía este escriba como homem massa aos 16 anos de idade)?

O que tem ocorrido nos últimos dias pelo país, poderia ser elogiado se houvesse foco, se tivesse um motivo claro e definido, porém, a “revolta do vintém” até agora não tem nenhum argumento sustentável. É contra o sistema, ok, e o que propõe em contrapartida? É contra a corrupção, ok, quem são os corruptos e o que fazer com eles? Quer saúde e educação de qualidade, onde estão as reivindicações? Em momento algum foi passada nenhuma ideia clara, além dos R$ 0,20.

O argumento de que “todas as revoltas foram sangrentas” é de uma estupidez ímpar para justificar a depredação do patrimônio alheio. Comparar um movimento sem liderança definida, sem causa específica e sem nenhuma proposta - dentro de um país com governo eleito democraticamente -, com as grandes revoluções históricas, é no mínimo uma aberração de analogia. Importante ressaltar que a maioria das últimas grandes revoluções de que se tem notícia, transformaram-se em governos ditatoriais e sanguinários, onde o primeiro “rebelde sem causa” que aparecesse era fuzilando por muito menos do que estamos presenciando hoje nas ruas de nossas capitais.

Eu gostaria muito de saber onde estavam os atuais manifestantes nos momentos que mencionei no primeiro parágrafo? Cabe lembrar que as citações ocorreram há menos de um ano. Vamos mais longe, qual foi a gritaria que tivemos quando houve a “compra” da reeleição do governo FHC, com denúncias e gravações estampadas nas mesmas revistas que temos como “mídia manipuladora” de hoje?

Falta foco, inteligência e liderança. Quer a simpatia de quem trabalha, paga impostos, financia pouco que se tem de saúde pública, segurança, universidades públicas, subsidia as passagens dos estudantes? Mostre-se como um movimento organizado, apartidário e sem delinquência. Vivem reclamando da falta de Estado, oras, seus representantes estão lhes dando mais governo a cada cacetada, ou a polícia é o quê?

Como sempre, biltres saltitantes já estão fazendo suas previsões utópicas. Como sempre os fracassados por natureza - que não gostam do batente - já elegeram o bode expiatório para todos os problemas, como sempre o “capitalismo selvagem” é o algoz dos frascos e comprimidos. Como se em todos os regimes de que se tem notícia não houve corrupção e desmandos.

Como sempre reina a ignorância, falta de bom senso e de massa encefálica.

Ps. Muito cuidado quando diz que quem não sai às ruas para protestar é o culpado pelos problemas do país, lembre-se: enquanto você brinca de revolucionário, a maior parte dos cidadãos ordeiros e defensores das Leis, está trabalhando para pagar o patrimônio que você depredou, e muitas das vezes, nem votou na escória que está no poder.

E você, Che Guevara de butique, em quem votou?